quarta-feira, 16 de março de 2011

Kitesurf para Lesados Medulares?

Você já ouviu falar de Kitesurf?
Para responder a essa pergunta eu fui direto na fonte. Um grande amigo meu, André Yamin, que é velejador de Wind e Kitesurf, além de dar aulas de ambas e nos explica um pouco sobre o esporte:


"O Kitesurf (ou Kiteboarding) é o esporte aquático que mais cresceu na última década. O nome vem da junção da palavra kite (pipa em inglês) com a palavra surf. O nome diz muito sobre o que é o esporte: a idéia é utilizar uma pipa para impulsionar um velejador (sim velejador) sobre uma prancha que, inicialmente era muito parecida com a prancha de surf.
O esporte foi desenvolvido e patenteado por dois irmãos franceses Bruno e Dominique Legaignoux na década de 80, mas só em meados da década de 90 é que ele se popularizou. Atualmente é um dos esportes a vela mais praticados no mundo, além de ser o atual detentor do recorde mundial de velocidade 55,56 nós (aprox. 103km/h).
No Brasil o Kitesurf tem crescido muito, principalmente nas praias do nordeste, onde há ventos constantes e clima perfeito. Os atletas brasileiros de kitesurf são mundialmente reconhecidos e tem obtido diversos títulos em nível mundial.
Guilly Brandão, por exemplo, é o atual campeão mundial de kitesurf nas ondas."

E recentemente, o André me mandou uma matéria sobre Kite para lesados medulares, é isso mesmo, a galera paraplégica velejando por ai.
A prancha é desenhada especialmente para que se consiga velejar sentado e com ajustes, dependendo apenas da força dos braços.


Essa prancha foi desenvolvida pelo designer israelita Amir Etay.


Bem, é isso ai galera. A idéia foi lançada, quem será o primeiro a se aventurar no Kitesurf adaptado no Brasil?

REFERÊNCIA E AGRADECIMENTO

terça-feira, 8 de março de 2011

Seja bem vinda CBDV

Salve salve Turma!

Vamos dar boas vindas a nova responsável pelos atletas e esportes no Brasil para pessoas com Deficiência Visual, a CBDV(Confederação Brasileira de Desportos de Deficientes Visuais).
Mas antes de continuar, vamos tentar resumir um pouco do que era antes e o porque do surgimento dessa nova Confederação.
Anteriormente os atletas com deficiência visual e o esporte aos mesmo era responsabilidade da CBDC (Confederação Brasileira de Desportos pra Cegos), que era vinculada pela IBSA (International Blind Sport Federetion).
De 28 de julho a 08 de agosto de 2007 ocorreram os III Jogos Mundiais da IBSA em São Paulo e São Caetano.
O evento contou com 7 modalidades esportivas: judô, atletismo, natação, goalball, powerlifting, futebol de 5 (B1) e futebol de Baixa Visão (B2/B3). Estiveram presentes os melhores atletas do mundos e as principais equipes, dentre os 64 países e os quase 1600 presentes (atletas e delegação), que ainda buscavam as vagas para a Paraolimpiadas de Beijing 2008. Com todos esse números e importância do eventos não tinha como não ser o maior evento da cidade de São Paulo no ano, e considerado o maior e melhor evento desportivo para deficientes visuais já realizado até o presente momento.
Para a execução desse grandioso evento foi preciso de dinheiro, e com isso a CBDC contou (ou deveria contar) com o apoio e patrocínio do Ministério do Esporte, Comitê Paraolímpico Brasileiro, Secretaria de Estado de Esportes e Lazer de São Paulo, Secretaria de Esportes, Lazer e Recreação da Cidade de São Paulo, Secretaria Especial da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, São Paulo Turismo e a Prefeitura Municipal da cidade de São Caetano do Sul através do Departamento de Esporte e Turismo - Detur, da Rede Record de Televisão e Instituto Ressoar e SSTUDIO Marketing. Porém, alguns fatores geraram problemas de verba, um deles é esse trecho citado abaixo, retirado de uma carta enviada pelo Presidente da CBDC, David Farias Costa:
"(...) o que ocorreu pelo fato de não ter recebido os apoios necessários para a realização dos Jogos Mundiais da IBSA, ficando assim com uma dívida de aproximadamente R$1,5 milhão (um milhão e meio de reais) (...)"
Com o tempo, e sem conseguir resolver os problemas financeiros, a CBDC ficou impossibilitada de receber recursos públicos e consequentemente de executar o calendário esportivo. Nesse momento o CPB (Comitê Paraolímpico Brasileiro) assume a responsabilidade dos atletas de modalidades paraolímpicas que antes eram de responsabilidade da CBDC. Durante esse período estudou-se a criação da nova confederação para assumir esses atletas e modalidades, além dos esportes não paraolímpicos.
Surgi então em Fevereiro de 2011 a CBDV, que já esta filiada ao CPB e a IBSA.
A CBDV esta localizada no Rio de Janeiro - RJ, na Av. Rio Branco, 120, no centro, e seu presidente é Sandro Laina.
Algumas formas de saber mais da CBDV são:
E-mail: cbdv@cbdv.org.br

Referência:
Texto Revisado por Jonas Freire - CPB

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Paraolimpíadas e Olimpíadas Especiais são a mesma coisa?

Toda vez que assisto o filme "Murderball: Paixão e Glória", que conta a história de um time de Rugby em cadeira de rodas e de alguns de seus atletas, não sei se dou risada ou se fico abismado nesse trecho:
"Fui ao casamento, e a tia da minha garota apareceu e disse: Scotty, sou fulana. Soube que você vai para as Olimpíadas Especiais... De repente, passei de um cara no casamento a retardado." (Trecho do filme Murderball)
O Rugby em cadeira de rodas é uma modalidade para pessoas com deficiência física, no caso para lesados medulares Tetra ou outra deficiência que tenha comprometimento em membros superiores e é modalidade Paraolímpica.
Provavelmente muitos atletas paraolímpicos já devem ter passado por situação parecida, não é? Mas não podemos culpar essas pessoas que fazem essas perguntas ou esses comentários, pois são poucos aqueles que são da área de adaptada ou que vivenciam com pessoas com deficiência e sabem a diferença entre Paraolimpíadas e Olimpíadas Especiais.
E já ouviu falar sobre Jogos do Silêncio? É isso ai, além das Paraolimpíadas e Olimpíadas Especiais existe também os Jogos dos Silêncio.
Vamos explicar a diferença entre eles:

JOGOS DO SILÊNCIO que tem seu nome original Deaflympics, ocorre de 4 em 4 anos, igualmente as Olimpíadas e as Paraolimpíadas, mas em anos ímpares (a próxima em Atenas 2013) e todos seus atletas devem ser surdos, isso mesmo, O Jogos do Silêncio são para as pessoas com surdez. O mais impressionante disso tudo é saber que esses jogos foram os primeiros dentre os 3, tendo sua primeira edição em Paris em 1924 com a presença de 9 países com 148 atletas disputando as seguintes modalidades: Atletismo, Ciclismo de Estrada, Mergulho, Futebol, Tiro, Natação e Tênis de Campo. Na próxima edição em Atenas (31 de julho à 13 de agosto de 2013) serão 16 modalidades como: Atletismo, Basquetebol, Vôlei de Praia, Boliche, Ciclismo, Futebol, Judô, Tiro, Natação, Tênis de Mesa, Tênis de Campo, Vôlei entre outras.
O indivíduo para participar desses jogos deve ter uma perda auditiva de 55dB no melhor ouvido e ser filiado a CBDS - Confederação Brasileira de Desportos dos Surdos.


OLIMPÍADAS ESPECIAIS, como era chamada inicialmente no Brasil, que chama-se agora Special Olympics Brasil e é filiada a Special Olympics que fica nos Estados Unidos, que iniciaram suas atividades em 1968 pela Fundação Joseph P. Kennedy Jr.
A Special Olympics é destinada a pessoas com deficiência intelectual com idade superior à 8 anos, porém as crianças de 5 à 7 anos podem participar do programa de treinamento. O evento também é de 4 em 4 anos, mas existem atividades anuais com competições adicionais para os participantes avançarem níveis que os possibilitam participar da Special Olympics.
"Esses eventos têm todo o entusiasmo e pompa das Olimpíadas - incluindo o desfile de atletas, o acendimento da tocha, a declaração de abertura e juramento dos atletas olímpicos especiais. Além de mostrar suas habilidades, esses atletas muitas vezes têm a oportunidade de conhecer celebridades e líderes da comunidade local, experimentar novas atividades de esporte e recreação por meio de uma série de clínicas, ter a experiência de passar uma noite fora de casa, junto com amigos, e desenvolver as habilidades físicas e sociais(...)" Winnick, 2004
Sendo assim podemos perceber que tem uma característica mais festiva, como um acampamento de férias, mas com objetivos de práticas esportivas.
Tem competição? Tem, tem sim. Mas o grande foco não é vencer, e sim participar, tanto que o lema da Special Olympics é "Deixe-me ganhar. Mas se não posso ganhar, deixe-me ser corajoso na tentativa".
Entre algumas das modalidades temos: Atividades Aquáticas, Atletismo, Bocha, Boliche, Ciclismo, Patinação, Equitação, Futebol, Golf, Ginástica Artística, Handebol, Judô, Tênis de Mesa, Vôlei entre outras mais.


PARAOLIMPÍADA provavelmente deve ser o evento esportivo para pessoas com deficiência mais conhecido. A questão é: Você sabe quem são os participantes?
Antes de responder essa questão de forma direta, vou acrescetar outra questão a essa: Você sabe o que significa o termo PARA antes de Olimpíada?
Bem, tudo começou depois da Segunda Grande Guerra Mundial (1945) na cidade de Stoke Mandeville - Inglaterra com o Neurocirurgião Dr. Guttman, que para motivar os soldados mutilados da guerra iniciou um trabalho com atividades esportivas, no qual deu resultados excelentes, tanto que em 1952 foi realizado os I Jogos Internacionais de Stoke Mandeville. Em 1960 Dr. Guttman foi convidado a realizar esses jogos na cidade que realizaria a Olimpíada (Roma), precisando então de um nome para esse evento. Foi então que uma paciente do Hospital Stoke Mandeville, Alice Hunter, Paraplégica, sugeriu o termo Paraolimpiadas ao Comitê Olímpico Internacional que foi aprovado. Até o momento só participavam dos jogos pessoas com lesão medular, sendo assim esse termo estava diretamente ligado a PARAplégicos o que mudou com o tempo, pois entraram em cena as pessoas com sequela de poliomielite, amputados e mais tarde as pessoas com deficiência visual. Como a Paraolimpíada ocorre desde 1988 no mesmo país sede das Olimpíadas e algumas semanas depois, o termo PARA esta relacionado a PARAlelo aos Jogos olímpicos (Freitas e Cidade, 2002; Gorgatti e Costa, 2005; Diehl, 2006).
Uma situação importante de ressaltar é que os atletas, por uma questão de equilíbrio competitivo, competem somente com pessoas com as mesmas capacidade motoras, passando por uma CLASSIFICAÇÃO FUNCIONAL e cada classificação é específica de cada modalidade (deficientes físicos), e os atletas com deficiência visual passam pela CLASSIFICAÇÃO VISUAL, que os agrupam por seus resíduos visuais, sendo uma classificação geral para todas as modalidades.
Nas Paraolimpíadas de Londres em 2012, teremos algumas modalidades como: Arco e flecha, Atletismo, Ciclismo e Ciclismo Tandem, Futebol de 5, Futebol de 7, Goalball, Judô, Remo, Vela, Basquete e Rugby em Cadeira de Rodas, Voleibol Paraolímpico, Esgrima entre outras.



Referência Bibliográfica

DIEHL, R.M. "Jogando com as Diferenças: jogos para crianças e jovens com deficiência" Phorte Editora - São Paulo - SP, 2006
FREITAS, P.S. e CIDADE, R.E. "Paraolimpíadas: Revisando a história" Revista do SOBAMA, 2002
GORGATTI, M.G. e COSTA, R.F. "Atividade fisica adaptada: Qualidade de vida para pessoas com necessidades especiais" Editora Manole - São Paulo - SP, 2005
WINNICK, J.P."Educação física e esportes adaptados" Editora Manole - São Paulo - SP, 2004

domingo, 30 de janeiro de 2011

Bike Tour 2011

Salve salve turma!

No último dia 25, aniversário de São Paulo, ocorreu um grande evento chamado Bike Tour, que nada mais foi do que um passeio ciclístico com mais 7mil pessoas, onde para participar deste, tiveram que fazer sua inscrição na virada do ano através do site. A taxa de inscrição foi de R$180,00 (cento e oitenta reais), um pouco cara não acha? Mas espere, vejam só o que faz parte do Kit. Primeiro a camiseta do evento e um capacete (retirados com antecedência) e no dia do evento uma mochila de hidratação e por fim a bicicleta. É isso mesmo, os participantes levam pra casa a bicicleta (Caloi 21 marchas). Sensacional, não é?

Essa foi a terceira edição do evento, e diferente das anteriores, este ano teve participação de pessoas com deficiência física e visual. O mais sensacional disso tudo é que 40 pessoas com deficiência física e 40 pessoas com deficiência visual GANHARAM suas "bicicletas" (Handbikes e Tandens). Esse fator GANHARAM foi espetacular, pois infelizmente no nosso país as empresas de bicicleta não se preocuparam com esse público (14% da população brasileira). Digo isso por experiência própria, pois em 2001 desenvolvi um projeto pioneiro de ciclismo para pessoas com deficiência visual pela ADD - Associação Desportiva para Deficientes. O nosso primeiro e maior desafio foi justamente adquirir uma bicicleta Tandem (de dois lugares) que tivemos que importar.
Anos se passaram e conseguimos um grande apoio do SENAI que desenvolveu todo o projeto de uma bicicleta Tandem nacional, que era só o fabricante pegar aquele projeto e desenvolver, sem precisar gastar em estudos de projeto. Sabe qual empresa se interessou? NENHUMA, isso mesmo, nenhuma empresa quis investir neste produto.
Outras ONGs também começaram a desenvolver o ciclismo para cegos, mas suas Tandens são aquelas que juntamos dois quadros velhos, o que deixa a bicicleta totalmente insegura. Mas fazer o que? Uma Tandem importada custa mais de 3mil dólares sem contar os impostos, que são abusivos.
Agora, depois de 10 anos podemos dizer que é uma vitória para essa turma que estava desprovida desse hábito tão saudável e prazeroso, que é pedalar. Muitos nunca tinham vivenciado essa experiência, ou que depois da mudança de condição, imaginavam nunca mais poder andar de bicicleta, vem um grupo de portugueses, fazem um evento no dia do aniversário de São Paulo e trazem de fora do país 40 Handcycling e 40 Tandens. Mas galera que ganhou essas bikes... Não deixe mofando na garagem ou num canto qualquer... Vamos pras ruas... Vamos pedalar por ai e mostrar que também somos ciclistas e que somos consumidores.

Grande abraço e bons pedais.

Mateus Nascimento

Foto 1: Juliana Cardilli/G1
Foto 2: ADD - Assoc. Desp. para Def.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Estímulos na infância levam jovem com síndrome de down a fazer pós

Pais apostaram em exercícios e na inclusão em escolas comuns.
Hoje, aos 29 anos, Ana Carolina Fruit conquistou independência financeira.

Estímulos físicos, motores e neurológicos feitos pelos pais durante a infância da portadora de síndrome de down Ana Carolina Fruit, de Joinville, em Santa Catarina, foram decisivos para determinar o futuro da garota. Hoje, aos 29 anos, a jovem tem pós-graduação, que completou no ano passado, trabalha em uma multinacional e conquistou a independência financeira.

Com síndrome de down, Ana Carolina Fruit chegou à pós-graduaçãoAna Carolina Fruit, de 29 anos, ao lado da mãe, Gina Fruit (Foto: Jessé Giotti/A Notícia/Agência RBS)

Apaixonada por crianças, a jovem se formou em pedagogia e depois se especializou em educação infantil. Desinteressou-se pelo trabalho na área após alguns estágios. “Tem que ter paciência, lidar com os pais, que parece o mais difícil”, afirmou Ana Carolina ao G1. Na empresa em que trabalha, Ana Carolina já passou por várias áreas e agora está no setor comercial.

Quem conversa com ela por telefone percebe uma ótima dicção e articulação perfeita entre palavras e ideias. A evolução intelectual foi fruto de intensos exercícios feitos pelos pais com a garota dos 6 aos 9 anos sob orientação médica.

“Era uma programação bem intensa. Rastejava, engatinhava, corria. Tinha estímulo dos cinco sentidos. Dou graças a Deus”, afirmou Ana Carolina, que fazia ainda jazz e natação como atividades extracurriculares.

A rotina, que incluía exercícios motores e lúdicos, era toda voltada ao desenvolvimento da filha, segundo a mãe da jovem, Gina Fruit, de 52 anos, que abandonou o trabalho como professora de educação física para cuidar da filha. “Era cansativo e desgastante. Às vezes, ela sofria, chorava, mas depois vimos o resultado”, disse Gina ao G1.

O programa seguido por Ana Carolina foi criado nos Estados Unidos na década de 1950 pelo fisioterapeuta Glenn Doman e é desenvolvido no Brasil pelo Instituto Véras, no Rio de Janeiro. De acordo com a diretora do instituto, Conceição Véras, que é professora especializada em reabilitação, os estímulos motores e sensoriais, como contrastes luminosos, sons, contraste entre calor e frio, buscam a organização cerebral. "Entendemos a síndrome como causadora de uma desordem das funções cerebrais", disse Conceição.

Os exercícios têm alta frequência, intensidade e baixa duração. São feitos durante um a dois minutos dez a doze vezes por dia. "O propósito é ajudar a criança a ter um desenvolvimento normal, como o de qualquer criança. O programa faz com que tenha necessidade de se moviemntar", disse Conceição. O tipo de exercício a ser feito e a forma e a duração depende de cada caso. "A evolução depende da criança, do ambiente e da família", disse. O instituto cobra para desenvolver o programa com a família.

Questionada, Ana Carolina diz que as épocas da escola, que fez inteira em turmas comuns, da faculdade e da pós foram tranquilas. “Nunca percebi preconceito. Tinha um relacionamento legal com meus colegas e professores”, afirmou.

Atualmente, a jovem é independente e mora com os pais porque quer. “Ela ganha mais do que muito pai de família. Está feliz e realizada”, disse Gina.

fonte: http://g1.globo.com/vestibular-e-educacao/noticia/2010/12/estimulos-na-infancia-levam-jovem-com-sindrome-de-down-fazer-pos.html

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Dica Cultural: Musical Filhos do Brasil, com a galera cadeirante da Oficina dos Menestreis

Olá Turminha,

Venho convocar vocês que curtem arte, humor, boa musica, descontração e ainda tudo isso junto com os cadeirantes da Oficina dos Menestreis pra vir assistir o sétimo espetáculo musical da galera cadeirante da Oficina dos Menestréis.

A peça se chama Filhos do Brasil. É de autoria de Oswaldo Montenegro, como Noturno e Vale Encantado, que a galera cadeirante da Oficina já montou, apresentou e também já re-re-re-reapresentou tantas vezes :)

Essa versão do espetáculo Filhos do Brasil conta com um elenco de 20 artistas cadeirantes, DVs e sem deficiências tambem. A peça é um passeio pelos diversos tipos, cores e sons de nossa amada pátria. Tudo costurado com muito humor e com a qualidade que é marca da Oficina dos Menestreis e da direção de Deto Montenegro.

Este espetáculo conta com a participação especial de artistas da Cia Mulungo, que sob direção de Oswaldo Montenegro montou este espetáculo pela primeira vez no Rio de Janeiro antes de ganhar o Brasil. Basta uma busca no You Tube por "filhos do brasil + Mulungo" que você encontra videos de várias cenas desta peça interpretadas pelos atores da Mulungo.

Para mais informações sobre outros trabalhos e nossa curta temporada de Filhos do Brasil aqui em Sampa, acesse:

Servicinho:

Espetáculo Filhos do Brasil, curta temporada no Teatro Dias Gomes

Dias 06, 07, 13 e 14 de dezembro de 2010, 21h00.

Endereço: Rua Domingos de Moraes, 348 (galeria), Vila Mariana, São Paulo, tel: 55757472

Ingressos: na bilheteria a R$50,00 e R$25,00 (meia). Com desconto, com o elenco a R$20,00 sempre.

Vale a pena chegar cedo, pois as cadeiras não são numeradas.

Estacionamento em frente a galeria.

Quer ir de metro? É fácil: O teatro Dias Gomes fica ao lado da estação Ana Rosa do Metro.


Não percam!

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Projeto Liberdade Especial

E ae turma,

venho apresentar o trabalho de um grupo que acabei de conhecer.
O Projeto Liberdade Especial tive conhecimento através de um e-mail que recebi de uma aluna, e eles fazem um trabalho sensacional, que acredito e estimulo meus alunos em estarem aplicado as pessoas com deficiência, sair de casa para o lazer, para se divertir.
Para aqueles que não sabem, além da disciplina de Educação Física Adaptada eu leciono a disciplina de Recreação, e nos meus trabalhos aplico e busco alcançar os objetivos do trabalho através de atividades lúdicas, de brincadeiras e jogos, que é justamente o que o Projeto Liberdade Especial faz.
Veja só a missão deles:
"O Projeto Liberdade têm a missão de passear para reabilitar. Preocupados com o bem estar e a oportunidade do deficiente em sair de casa, a equipe clínica e pedagógica do Projeto Liberdade leva as pessoas com deficiência, independente de sua faixa etária e tipo de deficiência para se divertir; e neste contexto diferenciado e lúdico muitos nem percebem que estão realizando sessões de fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional, psicopedagogia e outras."
Perceberam a diversidade de profissionais que atuam? Isso é o trabalho multidisciplinar. A soma dessas áreas da saúde e da educação alcançam resultados melhores e favoráveis, unindo as forças num objetivo em comum.

O próximo evento deles é um acampamento de férias que ocorrerá de 22 a 29 de janeiro de 2011 na Cantareira. Mas corra para fazer sua inscrição.

Isso ae, dê um "pulinho" lá no site Projeto Liberdade Especial e conheça um pouco mais sobre esse trabalho.